2013-11-29

geração das despedidas

somos aqueles que partem.. e quando voltam, acaba sempre por ser por pouco tempo. não o suficiente. nunca, nunca o suficiente..
muito, saberia sempre a pouco, para nós que experimentamos a vida lá fora, enquanto sobrevivemos com as memórias da vida que deixamos para trás.
obrigada meu Governo, que me obrigou a perseguir os sonhos fora da minha língua, que tanto amo, fora das minhas pessoas, que tanto estimo, fora das minhas oportunidades, que, lá, nunca teria.
um genuíno obrigada a todos aqueles que fazem milhares de jovens lançarem-se ao estrangeiro, por quererem o melhor, aquilo que merecem. 

desabituei-me

hoje, pela primeira vez em quatro meses, durmo sozinha.

oh Lisboa...

tenho saudades de Lisboa.. do cheiro a rio no Terreiro do Paço, das ondas a baterem na pedra, do sol a pôr-se no horizonte, entre a simbiose das ondas com o céu azul. tenho saudades da ponte Vasco da Gama e de atravessar o rio de barco. tenho saudades de passar no metro e ouvir uma guitarra portuguesa a fazer eco com os passos das pessoas a ressoarem pelo chão. tenho saudades das luzes do Chiado, de subir ruas até ao elevador, do senhor Fernando Pessoa à porta da sua Brasileira. tenho saudades de uma noite no Bairro, entre bairros, de gargalhadas entre amigos, de fim do dia mornos. tenho saudades dos jardins, das pessoas despreocupadas, da lentidão, da generosidade, das gargalhadas lusitanas acompanhadas por olhos brilhantes e cafés que sabem, de facto, a café. tenho saudades do Marquês, das fontes, das pedras da calçada, das ruas íngremes. tenho saudades de fazer a pé o caminho desde da Cidade Universitária até ao Campo Pequeno, em companhia amiga. tenho saudades dos meus amigos. tenho muitas, muitas saudades dos meus amigos e de um abraço, além de embriagado, carinhoso e sorridente. tenho saudades das vistas, dos miradouros, dos bancos de jardim vazios, envolvidos em flores. tenho saudades dos concertos no metro, tenho saudades dos mini e pseudo festivais, tenho saudades de ir ao Oceanário e de passear pela zona do Parque das Nações, sem ter um relógio no pulso nem um sítio para onde ir. tenho saudades de andar sob areia e observar nada mais que um imenso e infinito mar à minha frente, enquanto o vento me acaricia a face e sinto de facto gosto em ser portuguesa. por todas as sensações, por todo o orgulho, por toda a saudade que me faz ser quem sou, hoje. sinto falta ouvir português, além de bonito, bem falado à minha volta, de me perder em Lisboa, nos cheiros, nos sítios, nas pessoas, naquilo que torna a minha casa, exactamente na minha casa.
a home is a house but, sometimes, a house just can't be a home.
tenho saudades de me sentir em casa. tenho saudades de Lisboa.

2013-11-21

first essay: fucking done! with references!

porquê que me sinto a maior da minha aldeia?
no meu essay para Journalism: History and Ideas tinha que escrever, no máximo, 1500 palavras.
escrevi 1490.
sinto-me demasiado bem!

felicidade é

saber que daqui a 24 horas vou estar com a minha família aqui, vai ser o dia de aniversário da minha mãe e no domingo é o da minha irmã.
a distância faz-me valorizar o amor que tenho pela minha família, o tempo passado, as memórias mantidas.
que saudades de um beijo da minha mãe. e do meu pai. e da minha irmã.
24 horas, só 24 horas!

essay for journalism: history and ideas

estou a acabar o meu primeiro trabalho oficial para a universidade. para entregar amanhã. acompanhada com dois cafés. a ouvir Elvis.
oh, a vida é boa

2013-11-20

aeroportos

é difícil definir a minha relação com aeroportos. não sei se os odeio ou apenas desgosto do que me trazem.

noite de festa

no passado domingo tive uma festa de natal com as pessoas do trabalho.
saía ás 22.00 horas. a festa acabava ás 23.00. depois de meia hora num black cab (pago pela loja, como é claro), lá chegámos. 
não é que o meu chefe sério estava a dançar salsa com toda a gente, bêbedo como tudo, e que não havia comida, e que o meu jantar foram dois morangos, vinho tinto e vinho branco? e que sou de facto sortuda por as pessoas do meu trabalho serem absolutamente fantásticas?
adoro o meu trabalho.
foi uma meia hora excelente.

lost in the web

estou a começar a ficar confusa. sou daquele tipo de pessoa que tem sempre mil páginas abertas.
hoje tenho 23. ando um bocado perdida.
essays são isto!

2013-11-19

Irresponsabilidades

Depois de três dias a trabalhar que nem uma camela, dez horas contadas em transportes, muitas horas de sono perdidas e um trabalho para entregar na sexta em atraso, que é que eu faço?
Passo a noite na conversa com a família e o namorado pelo skype. Ah pois.

gelly gelly gelly

A partir do momento em que encontro geleia de morango a 23 pences num supermercado reles mas depois, em casa, descubro a melhor geleia do Mundo, Londres é um lugar feliz